Soneto

Por: fabiserra

maio 03 2011

Categoria: Sem categoria

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Canta o teu riso esplêndida sonata,
E há, no teu riso de anjos encantados
Como que um doce tilintar de prata
E a vibração de mil cristais quebrados.

Bentido o riso assim que se desata
– Cítara suave dos apaixonados
Sonorizando os sonhos já passados
Cantando sempre em trínula volata!

Aurora ideal dos dias meus risonhos
Quando, úmido de beijos em ressábios
Teu riso esponta, despertando sonhos…

Ah! num delíquo de ventura louca
Vai-se minha alma toda nos teu lábios,
Ri-se meu coração na tua boca.

Augusto dos Anjos

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