Cartas

Por: fabiserra

set 13 2011

Categoria: Fabiana Serra

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Quase posso ouvir-te nas cartas. Ouvir as palavras mudas, cálidas. Fingir que é verdade. Que é verdade o amor. O amor. Que amor? Teu amor.

 Porque é bom, mas dói? Dói. Só. Só dói. E é bom. Tão bom ler tuas cartas. Tuas lindas mentiras. Continue mentindo para si mesmo. Eu continuo acreditando e tu também. Vai! Vai que eu levo meus band-aids e meus remédios. Vai que tudo é agora. Tudo é transfigurado. E tu, ah, tu és um sentido figurado.

 Ah, cartas boas, cartas minhas. Minhas boas, minhas linhas. Solto suspiros porque não aguento. Não aguento porque não tento. Bastante, já tentei, não aguentei, suspirei.

 Gravei um pouco da minha alma nas cartas que escrevi também. Receba esse pouco dela, é muito… Sei que muito não é tanto, mas é tudo que tenho a oferecer.

 Reinvento teu nome, mas as cartas são as mesmas. Mesmas cartas sagradas. Rasgadas. Levadas a todo canto. Tentando descobrir segredos. Tentando redescobrir-me.

Se ao menos tu viesse junto com as cartas… A alegria já não seria passageira e o sono que me abate agora não seria do cansaço de estar cansada e eu poderia dormir sossegada. Finalmente descansar minha alma.

 Cartas, cartas, durem a vida inteira.

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