Marulhos

Por: fabiserra

jan 31 2012

Categoria: Fabiana Serra

2 Comentários

O mar são teus olhos
e eu sou a flâmula deles
que percorre flutando as águas
que transbordaram para tuas bochechas

Enquanto marulho
enquanto marulhava
enquanto o mar olhava

O som das tuas ondas verdes
o cheiro do teu sal
grudados na pele como um amor carnal

Beijo tua fronte lisa e seca
e eu morro ali
morro de ciúmes
de saudades
morro de amor

O vento varre lembranças
e sobram suplicias

Oh, não te roubes de mim
não, não te fujas de mim
não me afogues em ti

Penetrantes são teus olhos
e eu mergulho na imensidão deles
Queria habitar teus olhos
ser um marinheiro de ti

Enquanto marulho
enquanto marulhava
enquanto o mar olhava

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2 comentários em “Marulhos”

  1. Perfeito o poema… Gostei muito do paradoxo criado no verso “não te roubes de mim”; e foram muito bem usadas as metáforas e prosopopeias…


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