Robert Smith and The Cure

É preciso reconhecer o valor do Cure e sua contribuição para o cenário rock nos anos 80. A banda funcionou como um contraponto um pouco mais reflexivo e melódico em meio ao delicioso e superficial nonsense do movimento New Wave. Por essa época, a Inglaterra convivia com um dos períodos mais férteis de sua musica pós-punk. The Smiths, Depeche Mode, e outras bandas importantíssimas estavam no auge e ajudavam a potencializar a importância do sucesso do Cure. Afinal, atingir o topo das paradas competindo com tantas bandas de qualidade certamente não é tarefa fácil, e por si só já merece um reconhecimento extra.

The Cure

É impossível falar da história do Cure sem falar de Robert Smith, ele é o único que nunca saiu do Cure, desde sua formação em 1976, é o fundador da banda, é o compositor de pelo menos 98% de todas as músicas do Cure, ele definiu o estilo do Cure, ele é o gênio por trás do Cure. Pode parecer comum, mas nunca é demais enfatizar o talento musical de Robert Smith, o cérebro e a alma por trás do The Cure.

Robert Smith

1. ROBERT SMITH
Robert Smith nasceu em Blackpool na Inglaterra em 21 de abril de 1959,mas com apenas cinco anos de idade, a família Smith se mudou para a periferia de Crawley, onde Robert cresceu. Robert foi criado como católico e frequentou Notre Dame Middle School e St. Wilfrid’s Comprehensive School em Crawley.

Ele foi um bom aluno e obteve boas notas. Ele era um garoto tímido, de poucos amigos, um garoto estranhoque usava maquiagem e roupas pretas e até foi expulso do colégio por ser considerado uma má influencia. E apartir dos 11 anos, quando começou a tocar guitarra, o seu foco passou a ser a musica.

Robert

Para escapar desse estereotipo de tímido, Robert desafia a todos ao montar uma banda de rock. Aos 16 anos de idade, montou uma banda com alguns colegas da escola que seria então o embrião do The Cure. A principio o grupo se chamava Malice, mas esse titulo pouco inspirador iria mudar para Easy Cure, nome de uma canção que Smith gostava.

Desde o inicio da carreira musical, Robert já sabia que tipo de musica que gostaria de fazer. Tendo crescido em meio à explosão do movimento punk na Inglaterra, liderado por grupos como Sex Pistols e The Clash. Muitos duvidavam da capacidade de Robert fazer um som tão revoltado, mas ele não queria fazer um som revoltado, não queria se torna mais uma banda na esteira de sucesso de Sid Vicious e companhia, não queria copiar o que já existia. Então ele criou, inovou fazendo musicas depressivas, algumas dançantes outras de auto-reflexão, um estilo totalmente diferente do que já existia.

O vocalista pálido-translúcido com predileção especial pelo preto e maquiagem carregada já sabia que sua banda iria se torna um dos baluartes das canções introspectivas.

Ele foi influenciado por The Beatles, Nick Drake, Jimi Hendrix, The Stranglers, The Ink Spots, Syd Barrett, David Bowie e The Clash. Apesar do estilo do Cure ser um estilo totalmente diferente do de outras bandas, Robert admite que na época a banda em que ele mais se inspirava era o The Clash, “Eu sempre fui meio resistente ao movimento punk, mas o Clash era demais, eles eram maravilhosos, se tem alguma banda que influenciou o Cure no início foi o Clash” ele diz, mas o som do Cure ou Easy Cure na época não tinha nada a ver com o do Clash, esse som viria a ser conhecido mais tarde como Pós-punk ou rock alternativo.

Só para constar, além da guitarra, Robert toca também baixo, teclado, contrabaixo acústico, violino, flauta, trompete e piano. Quando o Cure foi criado, Robert não era seu vocalista e só passou a ser depois que o vocalista inicial deixou a banda.

No final dos anos 70 e até meados dos anos 80, Smith compôs as músicas do The Cure em um órgão Hammond com um gravador de fita interno incluindo uma versão completa demo de 10:15 Saturday Night.

2. O ESTILO THE CURE

Nos anos 80, Robert Smith ajudou a popularizar a imagem gótica em seu modo de vestir com seu batom borrado no rosto, palidez, cabelo preto bagunçado, roupas pretas e tênis. De acordo com o baixista Steven Severin do Siouxsie and the Banshees, Smith começou a usar batom com o de Siouxsie depois que ele usou ópio. Apesar disso, Smith alega ter usado maquiagem desde criança e não gosta que as pessoas associem The Cure ao movimento gótico.

Os temas dos primeiros álbuns do The Cure tratavam de depressão, isolamento e solidão. Esses climas sombrios aliados com a personagem no palco de Robert Smith consolidaram a imagem gótica à banda. Entretanto, a banda mudou de assustadora para psicodélica com o disco the top, de 1984.

Em 1986, Smith mudou sua imagem na imprensa ao aparecer em público com cabelo curto espetado e camisas esportivas pólo, ele disse: “É muito ruim quando as pessoas te reconhecem pelo seu corte de cabelo e não pela música. Eu estava farto de ver tantas pessoas que se pareciam comigo.” Embora as músicas do The Cure sejam depressivas, Smith declarou que não é assim que ele se sente durante a maior parte do tempo, mas que compõe quando está triste.

No começo da banda, Smith usou um estilo vocal suave nas demos de 10:15 Saturday Night e boys don’t cry, e um estilo punk frenético em I Just Need Myself. Esses dois estilos foram deixados de lado quando um terceiro surgiu durante a produção do álbum debutante da banda, Three Imaginary boys, de 1979. Esse novo som dos vocais pode ser ouvido nas versões finais das músicas e foi empregado até o álbum Bloodflowers, de 2000. Embora as pessoas tenham sempre taxado os vocais de Robert Smith de depressivos, ele também conseguiu cantar músicas felizes como Friday I’m in Love e Mint car.

3. TRAJETÓRIA
Em 1977 o Easy Cure se inscreveu num concurso promovido pela gravadora alemã Hansa e levou para casa o primeiro lugar. O prêmio, muito bem recebido por qualquer banda iniciante, era a gravação de uma demo tape. Apesar do triunfo com a gravadora alemã, os rapazes tiveram uma grande decepção ao descobrir que na verdade, os produtores só queriam uma banda que pudesse imitar os Pistols. A demo tape, que não fez com a Hansa, tinha Killing an arab, que viria ser um dos maiores hits da banda.

Killing na Arab foi inspirado no livro “O estrangeiro” do escritor franco angelino Albert Camus. A canção fala da sequência chave do livro, na qual um francês mata um Angelino na praia sobre um sol escaldante. A descrição da cena é surpreendentemente perturbadora, e a canção conseguiu captar o espírito de uma frenética descrita por Camus em seu livro mais célebre.

Em 1978 uma fita demo com a música Killing An Arab chegou as mãos de Chris Parry um pequeno executivo da Polydor, ele ficou impressionado com a música e principalmente com a atitude original da banda, e resolveu ajudar a banda a gravar um single (aqueles discos pequenos que saem geralmente em promoções) então se tornou o empresário da banda, logo após assinar o contrato com Parry, Robert decide mudar o nome da banda, ele disse: “todas as bandas que nós gostávamos na época tinham o ‘the’ na frente então tiramos o ‘easy’ e colocamos o ‘the’ porque ‘the easy cure’ soaria muito americano, e eu odeio isso” então nasce uma das maiores bandas de todos os tempos o The Cure.

Após o lançamento do single e com o sucesso de Killing an arab, em 1979, a banda lançou o primeiro álbum, Three Imaginary Boys, com Laurence Tolhurst na bateria, Michael Dempsey no baixo e Robert Smith na guitarra e no vocal.

No The Cure passaram vários músicos que por desavenças pessoais ou discordâncias musicais acabavam deixando o grupo. Até Smith deixou a banda por um tempinho para tocar com o Siouxsie and the Banshees e é nesse período com esta banda que Robert adota sua imagem de marca, inspirada no Siouxsie, pretendendo de alguma forma integra-se estéticamente nesta banda de rock gótico. Lábios borrados de batom, olhos pintados e o cabelo levantado de uma forma daspenteada. Fez tanto sucesso que a sua imagem tornou-se um ícone.

O Robert nesta altura sentia-se perfeitamente confortável em ser somente guitarrista ao contrário do papel que tinha que desempenhar no Cure, temendo perder Robert Smith definitivamente para os Banshees, Chris Parry incita-o a gravar algo diferente e mais comercial. Antevendo um descontentamento e desilusão dos fãs, o Robert sugere gravar com um nome diferente que não The Cure, mas Chris Parry consegue convencê-los dos benefícios. Por outro lado Robert nessa altura estava com intenções de terminar com o Cure, daí que não foi muito difícil convencê-lo a gravar algo completamente antagônico ao que o Cure representavam até esta altura. Assim no fim de 1982 surge o single Let’s Go to Bed e mais tarde em 1983, The Walk (#12/UK) e The Lovecats (#7/UK).

Depois de produzir grandes álbuns na década de 80 como Pornography, The head on the door, Kiss me Kiss me Kiss me e Disintegration, o Cure não manteve a mesma verve nos anos 90.

Ainda assim, vale a pena relembrar os grandes momentos da banda que resgatou um pouco da cultura gótica inglesa que tantos clássicos produziu na literatura. Cantado a melancolia e a desesperança que, vez ou outra, habita o coração do homem, a banda atingiu em cheio as inquietações de um público cansado de punk rock, e se tornou uma das maiores bandas da história.

3. DISCOGRAFIA DO THE CURE

• THREE IMAGINARY BOYS (1979)
O som que caracteriza o álbum tem influências punks, com músicas rápidas e diretas, já não são imagem do Robert Smith de hoje, mas de um Robert passado, do período do Easy Cure. A capa original deste álbum tem a particularidade de não ter imagem alguma da banda, mas sim três objetos comuns a representar a banda (abajur, aspirador e um frigorífico) e não ter o nome das músicas, apenas umas imagens relacionadas com cada uma delas, criando um certo mistério em torno da banda. Mas o que Chris Parry queria demonstrar com esta atitude era que a banda valia pela sua música e não pela sua imagem. Nesta altura eles queriam demonstrar que eram apenas simples pessoas a fazer música, sem qualquer tipo de imagem.

Tracks:

1 – 10:15 Saturday night
2 – Accuracy
3 – Grinding halt
4 –Another day
5 – Object
6 – Subway song
7 – Foxy land
8 –Meathook
9 – So what
10 – Fire in Cairo
11 – It’s not you
12 – Three imaginary boys
13 – The weedy Burton

• BOYS DON’T CRY (1979)
Nada mais é do que o primeiro disco do The Cure (Three Imaginary boys – 1979), acrescido de alguns singles. O melhor mesmo é ter os dois, já que o cover de Foxy Lady que consta no primeiro disco (original é do Jimi Hendrix) não pode passar despercebida.

Tracks:

1 – Boys don’t cry
2 – Plastic passion
3 – 10:15 Saturday night
4 – Accuracy
5 – So what
6 – Jumping someone else train
7 – Subway song
8 – Killing an Arab
9 – Fire in Cairo
10 – Another day
11 – Grinding halt1
12 – Word war #
13 – Three imaginary boys

• 17 SECONDS (1980)
Seventeen Seconds é o Segundo álbum de estréia de estúdio da banda The Cure, lançado em 1980 pela Fiction Records. É o primeiro álbum da “trilogia” que ainda inclui Faith e Pornography. Por muito tempo, fãs e críticos apontavam esses três trabalhos como uma espécie de “trilogia negra” na carreira da banda, interrompida pela passagem de Robert na banda Siouxsie and the Banshees e posteriores experimentações eletrônicas mais populares.

Tracks:
1 – A reflection (instrumental)
2 – Play for today
3 – Secrets
4 – In your house
5 – Three
6 – The final sound (instrumental)
7 – A forest
8 – M
9 – At night
10 – Seventeen seconds

• FAITH (1981)
“Foi escrito numa época de profunda depressão, e eu tinha de explorar o total sentido da “Fé”. Mas acabou sendo um testemunho da minha completa descrença e me deixou ainda mais deprimido – então, logo depois disso veio Pornography.” (Robert Smith).

Lançado em abril de 1981, Faith, tem em sua capa a visão nebulosa do pitoresco Bolton Abbey próximo a Shipton em North Yorkshire. “Carnage Visors”, trilha do filme homônimo, teve originalmente sua inclusão na versão em k7, mas agora, encontra-se também disponível na versão deluxe do álbum.

Tracks:
1 – Holy hour
2 – Primary
3 – Other voices
4 – All cats are grey
5 – Funeral party
6 – Doubt
7 – Droyning man
8 – Faith

• PORNOGRAPHY (1982)
“As canções de Pornography foram escritas numa “torrente de consciência”, de extrema embriaguez, numa velha máquina de escrever na minha casa em Crawley, em pedaços rasgados de papéis amarelados, bem cedo, em manhãs alucinadas, andando e chorando sozinho por lugares horríveis em Londres num dezembro frio de 1981. As músicas deste disco abrangem agudas observações pessoais de tudo que me cercava, dos falsos amigos, dos conflitos gerais, luta contra a futilidade de tudo e de todos. Quedas, areia, pó, sangue, gritos, dor, afogamentos, desespero e medo como se todas as coisas do mundo me causassem estranheza. Pornography é um álbum que quase se sufoca nele mesmo, permanece como um diário de um dos meus tempos mais negros. Mas é um dos meus favoritos!” (Robert Smith).

Tracks:
1 – One hundred years
2 – A short term effect
3 – Hanging garden
4 – Siamese twins
5 – Figurehead
6 – A strange day
7 – Cold
8 – Pornography

• JAPANESES WHISPERS (1983)

Japanese Whispers se trata na verdade de um álbum que é composto com duas músicas a mais do que aparecem no ep the walk (1983). Foi lançado com o título de japanese whispers – the singles 82-83, por reunir lados – B deste período e foi recebido na época do lançamento do disco pelos fãs do The Cure como mais um LP de inéditas da banda.

Musicas dançantes como: Let´s Go to Bed, The Walk, The Lovecats; Vieram a participar infalivelmente das futuras antologias da banda e se transformaram em hits de rádio e TV em todo o planeta, ganhando também espaço nas pistas de dança das festas de rock alternativo de todo o mundo.

Tracks:
1 – Let’s go to bed
2 – The dream
3 – Just one kiss
4 – The upstairs room
5 – The walk
6 – Speak my language
7 – Jament
8 – The lovecats

• THE TOP (1984)
O ponto alto da Psicodélica dos anos 80 foi assinalado com the top. Steve Sutherland (do NME) conotou este disco como um dos mais emblemáticos da história do rock lisérgico de todos os tempos. É o primeiro disco de material original desde Pornography de 1982.

Tracks:
1 – Shake dog shake
2 – Bird mad girl
3 – Wailing wall
4 – Give me it
5 – Dressing up
6 – The caterpillar
7 – Piggy in the mirror
8 – The empty world
9 – Bananafishbones
10 – The top

• CONCERT – CURE LIVE (1984)

Tracks:
1 – Shake dog shake
2 – Primary
3 – Charlotte sometimes
4 – The haging garden
5 – Give me it
6 – The walk
7 – One hundred years
8 – A forest
9 – 10:15 Saturday night
10 – Killing an Arab

• THE HEAD ON THE DOOR (1985)
The head on the door de 1985 é um disco que centra o The Cure na história da música pop mundial. Musicas como Inbetween Days, Close To Me, A Night Llike This, Push e The Blood fizeram e fazem da banda presença certeira nas pistas de dança de todo o mundo.

Tracks:
1 – Inbetween days
2 – Kyoto song
3 – The blood
4 – Six different ways
5 – Push
6 – The baby screams
7 – Close to me
8 – A night like this
9 – Screw
10 – Sinking

• STARING AT THE SEA (STANDING ON A BEACH) (1986)
Originalmente o álbum se chamava Standing on a beach. Mas anos depois com a chegada definitiva do CD ao mercado de massa, o cd passou a se chamar: staring at the sea, o mesmo nome do primeiro Home vídeo do The Cure lançado também no ano de 1986.

Tracks:
1 – Killing an Arab
2 – Boys don’t cry
3 – Jumping someone else’s train
4 – A forest
5 – Primary
6 – Charlotte sometimes
7 – The hanging garden
8 – Let’s go to bed
9 – The walk
10 – The lovecats
11 – The caterpillar
12 – Inbetween days
13 – Close to me

• KISS ME KISS ME KISS ME (1987)

Lançado em Abril de 1987, como um álbum duplo em vinil, kiss me kiss me kiss me do The Cure traz originalmente dezoito faixas contendo hits aclamadíssimos no mundo inteiro, tais como: Catch, Just Like Heaven, Why Can’t I Be You? e Hot! Hot! Hot!

Tracks:
1 – The kiss
2 – Catch
3 – Torture
4 – If only tonight we could sleep
5 – Why can`t i be you?
6 – How beautiful you are
7 – The snake pit
8 – Hey you!
9 – Just like heaven
10 – All i want
11 – Hot! hot! hot!
12 – One more time
13 – Like cockatoos
14 – Icing sugar
15 – The perfect girl
16 – Thousand hours
17 – Shiver and shake
18 –Fight

Outtakes:

1 – To the sky
2 – Sugar girl
3 – Snow in summer
4 – A chain of flowers
5 – Japanese dream
6 – Breath

• DISINTEGRATION (1989)

“E do caos se fez os cosmos”.

Foi gravado numa fase particularmente difícil para o Robert, que na altura vivia a angústia da passagem para os trinta anos e da conscientização de que o passado não volta, conseguiu canalizar todo o seu desespero para suas letras e música. Nunca o triste e o belo estiveram tão perto da perfeição e foi considerado o álbum do ano para a Melody Maker.

Tracks:
1 – Plainsong
2 – Pictures of you
3 – Closedown
4 – Lovesong
5 – Last dance
6 – Lullaby
7 – Fascination street
8 – Prayers for rain
9 – The same deep water as you
10 -Disintegration
11 – Homesick
12 – Untitled

• MIXED UP (1990)
Mixed Up traz a faixa inédita: never enough, que em seu formato cd single traz a também inédita: Harol and Joe.

Tracks:
1 – Lullaby [extended mix]
2 – Close to me [closer mix]
3 – Fascination street [extended mix]
4 – Walk [everything mix]
5 – Lovesong [extended mix]
6 – Forest [tree mix]
7 – Pictures of you [extended dub mix]
8 – Hot! hot” hot” [extended mix]
9 – The caterpillar [flicker mix]
10 – Inbetween days [shiver mix]
11 – Never enough [ big mix]

• WISH (1992)

“Gostaria de poder congelar o tempo e nunca mais envelhecer” (Robert Smith 1992).

Um dos mais bem produzidos discos do Cure, WISH é sem dúvida nenhuma um dos mais bem produzidos álbuns dos anos 90 também na opinião da crítica e que traz mega sucessos como: high, friday i’m in love, a letter to elise e músicas estrondosas como open,from the edge of the deep green sea e a emblemática end.

Tracks:
1 – Open
2 – High
3 – Apart
4 – From the edge of the deep green sea
5 – Wendy time
6 – Doing the unstuck
7 – Friday I’m in love
8 – Trust
9 – A letter to Elise
10 – Cut
11 – To wish impossible things
12 – End

• CURE SHOW (1992)

“Show” foi gravado ao vivo em duas noites em Auburn Hills, Detroit (USA). Respectivamente nos dias 16 e 17 de Junho de 1992 (Durante a “Wish” world tour).

Tracks:
1 – Open
2 – High
3 – Pictures of you
4 – Lullaby
5 – Just like heaven
6 – A night like this
7 – Trust
8 – Doing the unstuck
9 – Friday i’m in love
10 – Inbetween days
11 – From the edge of the deep green sea
12 – Never enough
13 – Cut
14 – End

• CURE PARIS (1992)

“PARIS” é originalmente uma sequência das gravações de “SHOW” e mostra algumas músicas que não constam em nenhum outro registro ao vivo e oficial da banda, como: the figurehead, lovesong, a letter to elise e a derradeira apart.

Tracks:

1 – The figurehead
2 – One hundred years
3 – At night
4 – Play for today
5 – Apart
6 – In your house
7 – Lovesong
8 – Catch
9 – Letter to Elise
10 – Dressing up
11 – Charlotte sometimes
12 – Close to me

• WILD MOOD SWINGS (1996)

Tépido, wild mood swings lembra muito a atmosfera criada no álbum kiss me kiss me kiss me de 1987.

Tracks:

1 – Want
2 – Club America
3 – This is a lie
4 – 13th
5 – Strange attraction
6 – Mint car
7 – Jupiter crash
8 – Round & round & round
9 – Gone!
10 – Numb
11 – Return
12 – Trap
13 – Treasure
14 – Bare

• GALORE (1997)

Galore de 1997 é uma coletânea de singles que compreende hits da banda lançados entre 1987 e 1997. O mais interessante na compilação é a presença de um novo single bem dançante chamado: wrong number. É válido lembrar que wrong number no seu formato cd single possui outras 4 ou 5 versões diferentes desta música.

Tracks:

1 – Why can’t i be you?
2 – Catch
3 – Just like heaven
4 – Hot! hot! hot!
5 – Lullaby
6 – Fascination street
7 – Lovesong
8 – Pictures of you
9 – Never enough
10 – Close to me (closet remix]
11 – High
12 – Friday i’m in love
13 – Letter to Elise
14 – 13th [swing radio mix]
15 – Mint car [radio mix]
16 – Strange attraction [album mix]
17 – Gone! [radio mix]
18 – Wrong number

• BLOODFLOWERS (2000)

O álbum Bloodflowers surge com uma sonoridade acústica sem precedentes, em que o The Cure, mestre em combinar sons de guitarra + baixo + VI bass, renova suas tendências, fazendo da guitarra acústica, uma estrela a mais a brilhar no instrumental da banda.

Bloodflowers é suave na aparência, é melancólico nas camadas mais profundas, é atmosférico em sua totalidade, mas acima de tudo, é uma obra com marcante sonoridade acústica, fazendo deslizar aos ouvidos da gente maravilhosas melodias, embaladas num vocal maduro, emocionado, envolvente.

O trabalho mais poético do The Cure. Fechando a trilogia. Robert se inspira em um livro de cartas do pintor Edvard Munch que disse que quando produzia uma boa obra de arte sentia que uma flor de sangue desabrochava em seu coração. A sonoridade romântica de BLOODFLOWERS desperta um turbilhão de sentimentos.

Tracks:

1 – Out of this world
2 – Watching me fall
3 – Where the birds always sing
4 – Maybe someday
5 – The last day of summer
6 – There is no if…
7 – The loudest sound
8 – 39
9 – Bloodflowers

• GREATEST HITS (2001)
Durante uma entrevista feita pelo jornalista Thomaz Pappon à revista Showbizz no ano de 1997, Robert Smith declarou que se um dia a Universal Music cobrasse a ele um álbum com o nome Greatest hits, os engravatados da indústria fonográfica teriam que engolir a escolha pessoal dele das melhores músicas do grupo…

Robert Smith na verdade acabou mordendo a própria língua e lançou em 2001, mais uma coletânea mesmo que contra sua própria vontade, depois de ter renunciado a proposta milionária do presidente MTV americana em lançar nos formatos CD e DVD os melhores sucessos do grupo no formato “Acústico MTV”.

Greatest hits de 2001 é uma condensação dos hits mais “Up beat” da banda e também está disponível em DVD.

Tracks:

1 – Boys don’t cry
2 – A forest
3 – Let’s go to bed
4 – The walk
5 – The lovecats
6 – Inbetween days
7 – Close to me
8 – Why can’t i be you?
9 – Just like heaven
10 – Lullaby
11 – Lovesong
12 – Never enough
13 – High
14 – Friday I’m in love
15 – Mint car
16 – Wrong number
17 – Cut here
18 – Just say yes

• THE CURE (2004)

Logo depois de ter raspado todo o acervo de lados “B” de sua banda, Robert Smith & Cia lançam mais um cd, simplesmente chamado de:
“The Cure”.

Tracks:

1 – Lost
2 – Labyrinth
3 – Before three
4 – The end of the world
5 – Anniversary
6 – Us or them
7 – Alt end
8 – (I don’t know what’s going) On
9 – Taking off
10 – Never
11 – The promise
12 – Going nowhere

• 4:13 DREAM

Depois de um outro pequeno “hiato” de quatro anos desde o lançamento do álbum “The Cure” (2004), a banda lança mais um cd para sua gigantesca
trajetória que já perdura por 30 anos de existência, completos no ano de 2008.
Tracks:
1 – Underneath the stars
2 – The only one
3 – The reasons why
4 – Freakshow
5 – Siresong
6 – The real snow white
7 – The hungry ghost
8 – Switcht
9 – The perfect boy
10 – This. here and now. with you
11 – Sleep when I’m dead
12 – The scream
13 – It’s over

4. CONCLUSÃO

Com quase 30 anos de carreira, o The Cure deixou sua marca no cenário musical, graças a seu gênio, palestrante e carismático líder: Robert Smith. O cure foi e é uma das maiores bandas da historia, e principalmente dos anos 80, quando foi seu auge musical.
A banda é considerada uma das bandas que mais influenciou o rock alternativo moderno e com isso a banda recebe um prêmio da revista inglesa Q, “The most Inspiring Band” perante uma platéia que recebeu o Robert Smith de pé.

A MTV promoveu uma homenagem ao The cure, MTV Icon, com a presença de bandas que apresentam covers da banda ou de alguns músicos em que representação das suas bandas que falam acerca do quão importantes foram o The Cure para suas bandas e para eles próprios. Estiveram presentes: Razorlight, AFI, Red Hot Chili Peppers, Audioslave, Air, Good Chalortte, The Rapture, The Killers, Marilyn Manson, Metallica, Interpol, Deftones, Blink-182 e Placebo.

Entraram para o Rock Walk of Fame, e passam a figurar ao lado das maiores lendas de música rock mundial.

O grupo foi uma das primeiras bandas alternativas a ter um sucesso comercial nas paradas numa era do rock alternativo ter chegado ao mainstream. A NME afirmou que o The Cure se tornou durante os anos 1980 “uma máquina de sucessos gótica, um fenômeno internacional e, sim a banda alternativa mais bem sucedida que já vagou desconsoladamente pela Terra.”

 

fontes: wikipédia;

http://gabrielpalmaguitar.wordpress.com/2010/03/19/robert-smith-visual-gotico-e-guitarra/

http://thecurebrazil.gotico.vilabol.uol.com.br/biografia.html

e sobre a discografia, eu retirei de algumas comunidades do orkut da ziza sobre o the cure: http://www.orkut.com.br/Main#Community?cmm=413295

Anúncios

10 comentários em “Robert Smith and The Cure”

  1. “Sou apenas um catepillar no reino das poesias, não pretendo destruí-las nem consumí-las mas retirar forças para continuar a metamorfose da vida” Lindo site, você é D10+ continue no ar… Lembre-se sempre: “tudo vale a pena se a alma não é pequena” (F. pessoa)

  2. ouvi ttbm a banda HIM E BOM
    BJUS

  3. d+ the cure always ………….

  4. Oi Fabi! Muito bom o texto sobre o Cure. Escrevi sobre a discografia deles para o Scream & Yell (http://screamyell.com.br/site/2009/04/23/discografia-comentada-the-cure/) Veja o que acha. Também toco na Interlude – The Cure Tribute(www.interlude.com.br). Abraço!

    • Olá Samuel!
      Obrigada, que bom que você gostou do texto. Também achei muito bom o seu texto sobre a discografia do cure, adorei mesmo.
      Nossa, que legal. Já to seguindo a interlude no twitter viu? Abraços (=

  5. The Cure realmente foi marcante no cenário musical londrino e mundial, sua influencia ainda existe em muitas bandas. Parabéns Robert Smith e outros, desculpe pelo outros mas ele é o único que nunca saiu da banda. Valeu

  6. Oi Fabi, gostei muito do que voce postou sobre roberth e the cure! nao é muito comum ver pessoas que conhecem the cure,principalmente linda como voce. Tem face?manda.

  7. putz gostei muito, muito bacana, e dia 06 estaremos, um abração


Deixe um comentário

Preencha os seus dados abaixo ou clique em um ícone para log in:

Logotipo do WordPress.com

Você está comentando utilizando sua conta WordPress.com. Sair / Alterar )

Imagem do Twitter

Você está comentando utilizando sua conta Twitter. Sair / Alterar )

Foto do Facebook

Você está comentando utilizando sua conta Facebook. Sair / Alterar )

Foto do Google+

Você está comentando utilizando sua conta Google+. Sair / Alterar )

Conectando a %s

%d blogueiros gostam disto: